JULHO É TEMPO DE MEMÓRIA, RESISTÊNCIA, ORGANIZAÇÃO E LUTA.
O 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebra a história de mulheres que enfrentaram a escravidão, o racismo, o patriarcado e todas as formas de exploração para construir um Brasil mais justo e democrático.
Nós, da UNEGRO Brasil, reafirmamos que não há igualdade racial sem o protagonismo das mulheres negras. São elas que sustentam comunidades, organizam territórios, preservam a cultura, defendem a democracia e constroem diariamente alternativas para a vida do povo brasileiro.
Ao mesmo tempo, são elas que continuam sendo as principais vítimas do racismo estrutural, do machismo, da violência política, da desigualdade econômica e da exclusão dos espaços de decisão.
Denunciamos
• O genocídio da juventude negra é uma das violência que atinge cotidianamente as famílias negras;
• O racismo institucional presente nos serviços públicos, especialmente na saúde, na educação e na segurança pública;
• A mortalidade materna, a violência obstétrica e as desigualdades que afetam a saúde das mulheres negras;
• A superexploração do trabalho, especialmente das trabalhadoras domésticas, terceirizadas, informais, dos serviços essenciais e das plataformas digitais;
• A sub-representação das mulheres negras nos espaços de poder e decisão;
• Todas as tentativas de enfraquecer a democracia, retirar direitos e desmontar as políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial.
Defendemos
• Reeleger Lula é tarefa primordial, construir uma ampla campanha popular, formar comitês de soberania e democracia, conversar com as mulheres negras e o povo brasileiro para transformar cada militante em apoiador e organizador da vitória eleitoral;
• O fortalecimento das políticas públicas de promoção da igualdade racial;
• A ampliação das ações afirmativas, das cotas e das políticas de reparação histórica;
• Trabalho digno, renda, moradia, educação pública de qualidade, saúde integral, cultura e segurança para a população negra; • O fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) e das instâncias de participação social;
• A defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo brasileiro, compreendendo que a luta antirracista é inseparável da luta por justiça social. Reconhecemos que o atual governo abriu importantes espaços para a reconstrução das políticas de igualdade racial. No entanto, a conquista de direitos depende da organização popular, da mobilização permanente e da participação ativa das mulheres negras na formulação, implementação e fiscalização das políticas públicas.
Chamamos
Convocamos as mulheres negras, organizações negras, entidades de mulheres, sindicatos, juventudes, partidos democráticos, comunidades tradicionais, povos de matriz africana e toda a sociedade a fazer do Julho das Mulheres Negras um mês permanente de mobilização.
Que cada município realize debates, atos públicos, atividades culturais, formação política e ações de fortalecimento da organização popular.
Que a luta das mulheres negras esteja presente nas ruas, nas escolas, nas universidades, nos parlamentos, nos conselhos, nos sindicatos e em todos os espaços onde se disputa o futuro do Brasil.
Seguimos inspiradas por Tereza de Benguela, Carolina Maria de Jesus, Lélia Gonzalez, Marielle Franco e por milhares de mulheres negras anônimas que construíram e continuam construindo este país com trabalho, dignidade e resistência. Nenhuma democracia será plena sem as mulheres negras.
Nenhuma igualdade racial será possível sem justiça social. Nenhum Brasil democrático será construído sem o protagonismo das mulheres negras. Julho das Mulheres Negras é luta, organização, democracia e poder popular.
DERROTAR O BOLSONARISMO!
REELEGER LULA!
ELEGER UMA BANCADA NEGRA, DEMOCRÁTICA E POPULAR!
UNEGRO Brasil União de Negras e Negros pela Igualdade Racial
