TERRA PRETA – Unegro ES

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Uns pretos a frente do tempo, vai vendo

Quebrando os fortes, holofotes lamento!

Tomando as faculdades mestrado doutorado, até onde nós poder

alcançar, gozando na cara do burguês que achou que nós não ia

chegar.

Sempre foi nós por nós chapa,

Agora nem vem de tapinha nas costas,

Divisões aqui não foi criada pela lei Áurea, nós foi pra luta tipo

MST.

Arrancando na marra,

Então vai lá Zumbi mostra pra esses racistas como é que faz,

Tombar as Babilônia de Judas e Caifás,

Força nos orixás, vai lá.

Multiplica o teu sorriso que eles vão até borra,

Igualdade no Brasil é igual fazer sexo sem tesão.

Tem mais fome no sertão do que negro nas televisão,

No porto clandestino afundamos o negreiro,

mas a alma do racismo ainda assombra o mundo inteiro.

Pele negra de Aruanda, preto mutante, África!

Tipo Nelson Mandela, Dandara,

Luis Gama, Zacimba Gaba,

Quebramos as corrente mas infelizmente ainda,

vivemos a sobra das senzalas.

Somos a revolta dos Malês, a fúria dos Farrapos,

Somos Tupinambá (Tamoios),

Terra preta é o lápis quebrado de Carolina de Jesus,

A coragem de Maria Felipa,

O repente de Inácio da Catingueira,

É o rap de Sabotage, o funk de James Brown.

Terra preta,

É o Deus negro,

Que é crucificado todos os dias pelo Deus branco!